Rastreio por FIT

O cancro colorretal (CCR) é um dos cancros mais frequentemente diagnosticados. As boas notícias são que a incidência e a mortalidade do CCR podem ser significativamente reduzidas em caso de deteção precoce.

Os testes imuno-histoquímicos fecais (faecal immunochemical tests, FIT) são não invasivos e podem detetar sangue invisível a olho nu nas fezes. Dada a sua simplicidade, os FIT são atualmente considerados a melhor opção não invasiva para rastreio do CCR.

Invista um bocadinho de tempo na sua própria saúde realizando o FIT para prevenir ou detetar precocemente o cancro do cólon. Para mais informação, visite a nossa página de internet “FIT no rastreio” www.fitscreening.eu/patients

Calendário Científico 2019 - Janeiro

Quão precocemente é que a biópsia líquida de elevada sensibilidade pode detetar resistências à terapia dirigida em doentes com cancro do pulmão de não pequenas células, por comparação com as técnicas imagiológicas convencionais? 4 semanas
8 semanas
12 semanas
> 13 semanas

Informação científica de suporte

Não só houve uma evolução dramática das opções terapêuticas, como também os testes diagnósticos em cancro do pulmão de células não pequenas (non-small cell lung cancer, NSCLC) sofreram alterações importantes nos últimos anos.

Hoje em dia, sabe-se que após o tratamento com inibidores da tirosina cinase (tyrosine kinase inhibitors, TKI) de 1.ª ou 2.ª linha, a mutação do EFGR resistente mais comum, a T790M, é frequentemente detetada e sinaliza a necessidade de alterar o tratamento para o TKI de 3.ª linha, o osimertinib. Para poder adaptar a terapia, é necessário analisar as mutações relevantes durante o tratamento com o TKI mas, habitualmente, não há tecido disponível para monitorizar o estado mutacional de forma sequencial. Assim, a biópsia líquida é fundamental para um entendimento mais sofisticado da situação do doente. O ADN tumoral circulante (circulating tumour DNA, ctDNA) libertado pelo tumor para a corrente sanguínea pode adicionar informação essencial para a utilização de estratégias de medicina de precisão em doentes com NSCLC e permitir uma adaptação precoce da abordagem terapêutica.

As alterações dinâmicas de certas mutações durante o tratamento com TKI podem constituir indicadores precoces da resposta terapêutica ou de resistência em doentes com NSCLC. Foram recentemente apresentados os dados do estudo prospetivo multicêntrico LungBEAM, no qual foram seguidos doentes com NSCLC durante o tratamento com TKI (1). Devido à elevada sensibilidade do ensaio OncoBEAM EFGR utilizado para a análise mutacional, os investigadores conseguiram detetar mutações EFGR T790M emergentes 13,6 semanas antes da progressão radiológica avaliada por exames imagiológicos. Adicionalmente, a depuração de mutações EFGR em plasma, 8 semanas após o início da terapia com TKI, pode ser um indicador de uma sobrevida livre de progressão mais favorável.

Noutras entidades tumorais, a biópsia líquida OncoBEAM demonstrou também potencial para monitorizar os doentes com cancro durante o tratamento. Vários estudos em cancro colorretal demonstraram a possibilidade de deteção precoce de resistência ou resposta à terapia anti-EGFR (2). Num subgrupo de doentes com melanoma, o ctDNA assinalou a progressão da doença com base em mutações BRAF em média 21 semanas antes da imagiologia radiográfica (3). Para além disso, quando foram analisadas amostras sequenciais de sangue em doentes com cancro do pâncreas até à progressão tumoral, foi demonstrada a superioridade do ctDNA mutante para KRAS como indicador de progressão da doença, comparativamente com o doseamento de CEA ou CA 19-9 (4).

Em conjunto, estes dados promissores demonstram claramente a necessidade e a potência de diagnósticos precisos na implementação de estratégias de medicina de precisão na abordagem ao cancro, dada a importância da flexibilidade em termos de estratégias terapêuticas neste caso.

Diagramas de dispersão

Referências bibliográficas

(1) Garrido, P et al. LungBEAM: A prospective multicenter trial to monitor EGFR mutations using BEAMing technology in Stage IV NSCLC patients. Ann. Oncol. 2018, Volume 29, Issue suppl_8, 1, mdy269.119

(2) Garcia-Foncillas J et al. Incorporating BEAMing technology as a liquid biopsy into clinical practice for the management of colorectal cancer patients: an expert taskforce review. Ann. Oncol. 2017 0(0):1 – 7.

(3) Rowe, SP et al. From validity to clinical utility: the influence of circulating tumor DNA on melanoma patient management in a real-world setting., Mol Oncol. 2018 Oct;12(10):1661-1672.

(4) Kruger, S. et al. Repeated [mut]KRAS ctDNA measurements represent a novel and promising tool for early response prediction and therapy monitoring in advanced pancreatic cancer. Ann. Oncol. 2018, mdy417

O kit OncoBEAM EGFR v2 (RUO) e o kit OncoBEAM BRAF (RUO) destinam-se unicamente à investigação. Não foi estabelecida a utilização para quaisquer fins de diagnóstico in vitro pelo fabricante.

Calendário Científico 2019

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