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Calendário Científico 2018 - Setembro

Que grupo de afirmações sobre os parâmetros NEUT-RI e NEUT-GI corresponde à verdade? Os parâmetros são medidos no canal WPC e são marcadores iniciais de resposta imunológica adaptativa. Refletem a intensidade dos sinais de fluorescência e dispersão lateral no centroide da população NEUT e são parâmetros hematológicos que derivam de um teste laboratorial avançado que pode ser utilizado para caracterizar amostras reativas.
Os parâmetros são medidos no canal WDF e são marcadores iniciais da resposta imunológica inata. Refletem a intensidade dos sinais de fluorescência e dispersão lateral no centroide da população NEUT e são parâmetros hematológicos que derivam de um teste laboratorial de rotina que pode ser utilizado para caracterizar amostras reativas.
Os parâmetros são medidos no canal WDF e são marcadores iniciais de resposta imunológica adaptativa. Refletem uma contagem de células específica e são parâmetros hematológicos que derivam de um teste laboratorial de rotina que pode ser utilizado para caracterizar amostras reativas.
Os parâmetros são medidos no canal WPC e são marcadores iniciais da resposta imunológica inata. Refletem a intensidade dos sinais de fluorescência e dispersão lateral no centroide da população NEUT e são parâmetros hematológicos que derivam de um teste laboratorial avançado que pode ser utilizado para caracterizar amostras reativas.

Informação científica de suporte

Os neutrófilos são as células imunitárias humanas que existem em maior quantidade. São rapidamente recrutados para locais de infeção, onde a sua principal função é matar bactérias invasoras e determinadas espécies de fungos através de fagocitose pela libertação de proteínas e enzimas granulares e pela produção de inúmeras espécies de oxigénio. Tradicionalmente consideradas células com um tempo de vida breve, conclusões recentes sobre a sobrevivência a longo prazo, formação de armadilhas extracelulares de neutrófilos (neutrophil extracellular traps, NET), heterogeneidade, funções supressoras e lesão tecidual aprofundaram a compreensão do seu papel diverso na infeção e inflamação (1).

A homeostase dos neutrófilos no organismo é mantida por um bom equilíbrio entre a granulopoiese da medula óssea, o armazenamento e a libertação, a margem intravascular, a depuração e a destruição. Para se libertarem da medula óssea, os neutrófilos devem migrar através do endotélio que separa o compartimento hematopoiético da circulação. Depois de saírem da medula óssea, os neutrófilos tornam-se parte de um dos dois compartimentos presentes no sangue: o pool circulante e o pool marginal. O pool circulante é composto por neutrófilos que fluem livremente através de espaços vasculares e o pool marginal consiste em neutrófilos aderidos ao endotélio de capilares e vénulas pós-capilares, por norma no pulmão, fígado e baço (2). Tem-se sugerido que, durante a infeção, o pool marginal reduz, enquanto o pool que circula livremente aumenta (3). A medula óssea também é composta por um pool de reserva de neutrófilos maduros, que supera em muito a quantidade de neutrófilos em circulação.

A ativação de neutrófilos começa por uma exposição inicial a mediadores como citocinas. Estas citocinas podem ser citocinas em fase inicial, como TNF-α, IL-1α e padrões moleculares associados a patógenos, como endotoxina, bem como quimioatrativos em fase tardia, como IL-8 e GM-CSF. Uma vez ativada, a atividade transcricional dos neutrófilos é regulada positivamente e o metabolismo oxidativo da célula é ativado. Os neutrófilos são muito eficazes na geração de espécies reativas de oxigénio (reactive oxygen species, ROS). Estas ROS servem como agentes antimicrobianos altamente eficazes. No entanto, também estão a danificar o hospedeiro, logo, os neutrófilos que produzem ROS são rapidamente eliminados pelos macrófagos. Uma extensão na atividade antimicrobiana do neutrófilo é a formação de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NET) (4).

Ativação de neutrófilos medida no analisador XN

Para cada WBC que passa pelo feixe de laser, os sinais de luz dispersa para a frente (forward scattered light, FSC), luz dispersa lateral (SSC) e intensidade de fluorescência (SFL) são gravados e apresentados em gráfico num diagrama de dispersão. O posicionamento da população de neutrófilos no diagrama de dispersão WDF permite avaliar a ativação dos neutrófilos. As células ativadas têm uma composição lipídica de membrana diferente e apresentam maior atividade no citoplasma, uma vez que produzem ativamente, por exemplo, citocinas. A intensidade do sinal de fluorescência das células ativadas é, portanto, maior do que a das células em repouso. O parâmetro NEUT-RI reflete esta intensidade de reatividade dos neutrófilos, expressa na unidade FI (Fluorescence Intensity). A dispersão luminosa lateral (side-scattered light, SSC) a 90 graus do canal diferencial de leucócitos fornece informação sobre a densidade ou complexidade celular, a qual representa a granularidade das células. Portanto, se a complexidade dos neutrófilos aumenta com alterações na funcionalidade, por exemplo, por granulação tóxica ou vacuolização, a posição do aglomerado de neutrófilos no diagrama de dispersão também será afetada. O parâmetro NEUT-GI é expresso na unidade SI (Scatter Intensity).
Os parâmetros NEUT-RI e NEUT-GI não representam uma contagem celular específica, mas sim a intensidade dos sinais FSC e SSC, respetivamente, medida na posição do centroide da população NEUT (5).

O analisador XN permite caracterizar diferentes fases de uma infeção bacteriana

Durante a infeção bacteriana aguda, os primeiros parâmetros que indicam a ativação neutrofílica de uma resposta imunitária inata inicial são normalmente os marcadores NEUT-GI e NEUT-RI. Segue-se frequentemente uma contagem maior de NEUT no sangue periférico devido a um aumento na contagem de neutrófilos maduros. Os neutrófilos são libertados inicialmente do pool marginal e, depois, quando este pool tiver sofrido depleção, de uma reserva de neutrófilos madura na medula óssea. Quando a infeção é grave e são necessárias outras células de defesa, a medula óssea liberta primeiro bastonetes e, em seguida, granulócitos imaturos (immature granulocytes, IG), o que resulta num aumento na contagem de IG no sangue periférico.

Referências

  1. Kruger P et al. (2015): Neutrophils: Between Host Defence, Immune Modulation, and Tissue Injury. PLoS Pathog. Mar; 11(3).
  2. Athens JW et al. (1961): Leukokinetic studies. IV. The total blood, circulating and marginal granulocyte pools and the granulocyte turnover rate in normal subjects. J Clin Invest. 40:989-995.
  3. Summers C et al. (2010): Neutrophil kinetics in health and disease. Trends Immunol. 31:318-324.
  4. Bekkering S et al. (2013): Another look at the life of a neutrophil. World J Hematol. May 6; 2(2): 44-58.
  5. SEED Haematology (2018): Looking deeper into inflammatory conditions from a laboratory and clinical perspective https://www.sysmex.es/es-pt/academia/library/artigos-educacionais-seed/seed-looking-deeper-into-inflammatory-conditions-from-a-laboratory-and-clinical-perspective-33632.html

Calendário Científico 2018

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