Rastreio por FIT

O cancro colorretal (CCR) é um dos cancros mais frequentemente diagnosticados. As boas notícias são que a incidência e a mortalidade do CCR podem ser significativamente reduzidas em caso de deteção precoce.

Os testes imuno-histoquímicos fecais (faecal immunochemical tests, FIT) são não invasivos e podem detetar sangue invisível a olho nu nas fezes. Dada a sua simplicidade, os FIT são atualmente considerados a melhor opção não invasiva para rastreio do CCR.

Invista um bocadinho de tempo na sua própria saúde realizando o FIT para prevenir ou detetar precocemente o cancro do cólon. Para mais informação, visite a nossa página de internet “FIT no rastreio” www.fitscreening.eu/patients

Calendário Científico 2018 - Junho

A urina é uma amostra comummente analisada durante o processo de diagnóstico das três parasitoses seguintes: Trichomonas vaginalis, Enterobius vermicularis e Schistosoma haematobium. Contudo, é relevante mencionar os efeitos nefropáticos de outros parasitas.

Indique quais dos parasitas seguintes podem ser responsáveis por efeitos nefropáticos: Schistosoma mansonii
Plasmodium malariae
Leishmania donovani
Todos os anteriores

Informação de contexto

Apesar de centenas de parasitas – na verdade 342 espécies – poderem infetar o ser humano, apenas 20 destes estão associados a perturbações renais. Destes, os plasmódios, esquistossomas, filárias e leishmanias são responsáveis por efeitos clínicos ou epidemiológicos relevantes [1].

Na infeção por S. haematobium, são bem conhecidas a hematúria e disúria devidas à ulceração da mucosa vesical, ao passo que a proteinúria provocada pela infeção por S. mansoni não é. A doença renal associada à esquistossomose não é descrita, frequentemente, na literatura. A doença apresenta uma evolução crónica com uma severidade variável. A glomerulonefrite encontra-se descrita em 10-12% dos casos em estudos durante a autópsia. A glomerulopatia provocada pelo esquistossoma ocorre geralmente em doentes jovens do sexo masculino e as lesões glomerulares são de natureza imunológica [2].

A malária é uma das infeções com maior prevalência a nível mundial e foi a primeira a ser claramente associada à síndrome nefrótica [3]. O envolvimento renal é relativamente frequente em infeções por P. falciparum (malária terçã maligna) e P. malariae (malária quartã), embora também tenha sido descrita na infeção por P. vivax (malária terçã benigna). No caso da malária quartã, a síndrome nefrótica ocorre frequentemente durante a evolução de uma glomerulonefrite do tipo membranoproliferativa, a qual não é geralmente reversível com o tratamento da infeção. Pelo contrário, a ocorrência de síndrome nefrótica ou proteinúria é rara em doentes infetados com P. falciparum e desaparecem quando a infeção é controlada. Ainda assim, importa referir o aparecimento de insuficiência renal aguda devido a lesões túbulo-intersticiais, tais como a necrose tubular, hemoglobina e cilindros celulares nos túbulos e edema intersticial [4].

A leishmaniose é provocada pela infeção por protozoários e pode manifestar-se de três formas: cutânea, mucocutânea ou visceral. As lesões glomerulares são apenas observadas no caso de kala-azar, uma forma distinta de leishmaniose provocada pela Leishmania donovani, mas não com qualquer outro tupo de leishmaniose cutânea ou mucocutânea. Foi evidenciada proteinúria ligeira com alterações benignas no sedimento urinário em 60% dos doentes com kala-azar a partir dos dados experimentais baseados em glomerulonefrite mesangial proliferativa a membranoproliferativa com lesões túbulo-intersticiais. Neste caso, a recuperação da glomerulopatia parece dar-se com a cura da infeção [5].

Referências

  1. Barsoum RS: Parasitic kidney disease: milestones in the evolution of our knowledge. Am J Kidney Dis. 2013 Mar; 61(3):501-13.
  2. da Silva GB, Duarte DB, Guardão Barros EJ, and De Francesco Daher E: Schistosomiasis-associated kidney disease: A review. Asian Pac J Trop Dis. 2013 Feb; 3(1): 79–84.
  3. Barsoum RS: Tropical parasitic nephropathies. Nephrol Dial Transplant. 1999; 14 Suppl 3:79-91.
  4. da Silva GB, Pinto JR, Guardão Barros EJ, Nogueira Farias GM, and De Francesco Daher E: Kidney involvement in malaria: an update. Rev Inst Med Trop Sao Paulo. 2017; 59: e53.
  5. van Velthuysen ML, Florquin S: Glomerulopathy associated with parasitic infections. Clin Microbiol Rev. 2000 Jan; 13(1):55-66.

Calendário Científico 2018

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